Resumo
Os telhados verdes, também conhecidos como coberturas vegetadas, têm ganhado destaque como solução sustentável para mitigar os impactos ambientais nas áreas urbanas. Esses sistemas oferecem diversos benefícios, como a redução do efeito de ilha de calor, melhoria da qualidade do ar, retenção de águas pluviais e promoção da biodiversidade. O objetivo deste estudo é revisar o estado da arte dos telhados verdes, identificar avanços recentes e desafios para sua adoção em larga escala, além de destacar tendências e perspectivas futuras no setor da construção sustentável.A metodologia adotada foi uma revisão bibliográfica sistemática, com pesquisa em bases como ScienceDirect e Google Acadêmico, utilizando palavras-chave como "telhado verde", "construção sustentável", "infraestrutura verde" e "mitigação urbana". Os resultados apontam que os telhados verdes contribuem significativamente para a eficiência energética dos edifícios, a gestão hídrica urbana e o conforto térmico. Contudo, foi identificada a necessidade de estudos de longo prazo para avaliar o desempenho desses sistemas em diferentes climas e condições ambientais. Inovações tecnológicas, como sistemas modulares e técnicas avançadas de irrigação, estão impulsionando a adoção desses projetos. No entanto, desafios econômicos, como o custo inicial elevado, e a falta de regulamentações específicas dificultam sua implementação em larga escala. A pesquisa também ressalta o papel crucial de políticas públicas e incentivos governamentais para promover esses projetos. Regiões com subsídios e regulamentações favoráveis apresentam maior adesão a telhados verdes. Conclui-se que, apesar dos obstáculos, os telhados verdes são uma ferramenta eficiente para tornar cidades mais sustentáveis e resilientes às mudanças climáticas. A ampliação de seu uso exige uma abordagem integrada entre governo, setor privado e academia, buscando inovações que reduzam custos e incentivem sua implementação.